Participação da EMEI e Escola Santa Amélia
Aluna da EMEI conta a história do Chapeuzinho Vermelho e chora quando matam o lobo
Frases da Emília ( Monteiro Lobato)
A
vida, Senhor Visconde, é um pisca-pisca. A gente nasce, isto é, começa a
piscar. Quem para de piscar, chegou ao fim, morreu. Piscar é abrir e fechar os
olhos – viver é isso. É um dorme-e-acorda, dorme-e acorda, até que dorme e não
acorda mais. É portanto um pisca-pisca.
Cada pisco é um dia. Pisca e mama;
pisca e brinca; pisca e estuda; pisca e ama; pisca e cria filhos; pisca e geme
os reumatismos; pisca pela última vez e morre.
-E depois que morre? – perguntou o Visconde.
-Depois que morre vira hipótese. É ou não é?
Personagens do Sítio do Picapau
Amarelo
Ilustração Manoel Victor Filho
Narizinho:
uma menina de nariz empinado, que na verdade se chama Lúcia, neta de Dona
Benta.Inteligente e com uma adoração por jabuticabas, a menina é prima de
Pedrinho e, possui como melhor amiga a Emília, uma boneca de pano;
Pedrinho:
neto de Dona Benta. Anda sempre com seu estilingue no bolso, criou o Visconde
utilizando um sabugo de milho;
Emília: a
boneca feita de retalhos de pano, é a grande amiga de Narizinho. É bastante
irreverente, falante e divertida, possui um baú cheio de objetos e coisas
esquisitas que guarda de suas aventuras;
Visconde
de Sabugosa: logo que ganhou vida, era do tamanho de um sabugo de milho, mas
ele tomou uma pitada de fermento e ficou do tamanho de uma pessoa normal. É
muito sábio, usa uma cartola na cabeça e um paletó verde. Passa a maior parte
do tempo em seu laboratório desenvolvendo grandes invenções, como é o caso do
pó de pirlimpimpim;
Dona
Benta: é a avó de Pedrinho e Narizinho, uma senhora inteligente e muito
carinhosa que sempre acompanha de perto as aventuras de seus netos; Tia
Nastácia: é a empregada do sítio. Foi ela quem fez a Emília de retalhos de pano
de uma saia velha. É, além disso, uma grande cozinheira que está sempre
preparando bolinhos para o pessoal do sítio;
Quindim:
um rinoceronte que fugiu do circo e foi morar no Sítio do Picapau Amarelo, se
tornando um grande amigo da turma;
Tio
Barnabé: é o ajudante de Dona Benta nos trabalhos do sítio. É um homem da roça,
e ensinou Pedrinho a caçar Sacis;
Saci
Pererê: é um menino de uma perna só que tem uma carapuça vermelha na cabeça,
fuma um cachimbo e anda em redemoinhos de vento. Se tornou amigo de Pedrinho
depois que ele o prendeu em uma garrafa;
Cuca: é
uma bruxa que tem o corpo de jacaré, dorme em uma caverna no meio do mato e
adora fazer maldades com o pessoal do sítio (a vilã da história)
Sítio do Picapau
Amarelo é uma criação de Monteiro Lobato, escritor brasileiro.
A obra tem atravessado gerações e é uma das mais amadas da literatura
infanto-juvenil brasileira. O primeiro livro da série foi publicado em dezembro
de 1920. A partir daí, Monteiro Lobato continuou escrevendo livros infantis de
sucesso, com seu grupo de personagens que vivem histórias mágicas: Emília,
Narizinho, Pedrinho, Marquês de Rabicó, Conselheiro, Quindim, Visconde de
Sabugosa, Dona Benta, Tia Nastácia, Tio Barnabé, Cuca, Saci, etc. Os
personagens principais moram ou passam boa parte do tempo no sítio pertencente
à avó dos garotos, batizado com o nome de Picapau Amarelo, de onde vem o título
da série.
Índice
1 Origem
2 Livros
2.1 Obras completas
3 Personagens
4 Adaptações para a televisão
4.1 Tupi
4.2 Cultura
4.3 Bandeirantes
4.4 Globo
4.4.1 1977
4.5 Cultura
4.6 1995
4.6.1 2001
4.7 Futura
4.7.1 2008
4.7.2 2011
4.7.3 2012
5 Sítio internacional
6 Referências
Origem
Em 1920, durante uma partida de xadrez com Toledo Malta, este contou a Lobato a
história de um peixinho que, saído do mar, desaprendeu a nadar e morreu
afogado. Lobato diz que perdeu a partida porque o peixinho não parava de nadar
em suas ideias, tanto que logo sentou-se à maquina e escreveu A História do
Peixinho Que Morreu Afogado. Este conto, deu origem ao livro A menina do
narizinho arrebitado que não é nada mais, nada menos do que a origem do Sítio
do Picapau Amarelo. Até hoje os pesquisadores buscam o conto, já que Lobato não
se lembrava de onde o publicou.
Livros
Obras completas
1921 - O Saci
1922 - Fábulas
1927 - As aventuras de Hans Staden
1930 - Peter Pan
1931 - Reinações de Narizinho
1932 - Viagem ao céu
1933 - História do mundo para as crianças
1933 - Caçadas de Pedrinho
1934 - Emília no país da gramática
1935 - Aritmética da Emília
1935 - Geografia de Dona Benta
1935 - História das invenções
1936 - Dom Quixote das crianças
1936 - Memórias da Emília
1937 - O poço do Visconde
1937 - Serões de Dona Benta
1937 - Histórias de Tia Nastácia
1939 - O Picapau Amarelo
1939 - O Minotauro
1941 - A reforma da natureza
1942 - A chave do tamanho
1944 - Os doze trabalhos de Hércules
1947 - Histórias diversas
Em 2007, a Editora Globo relançou a obra de Monteiro Lobato.
Personagens Principais
Emília - Boneca de pano falante, irreverente e divertida.
Visconde de Sabugosa - Sábio boneco de sabugo de milho.
Pedrinho e Narizinho - As crianças que protagonizam as histórias.
Dona Benta - Avó de Pedrinho e Narizinho, dona do Sítio do Picapau
amarelo.
Tia Nastácia - Cozinheira do Sítio.
Tio Barnabé - Um homem da roça, foi ele que ensinou Pedrinho a caçar
Sacis.
Marquês de Rabicó - O porquinho guloso que só pensa em comida.
Conselheiro - O sábio burro falante que, como o próprio nome já diz, dá sempre
bons conselhos.
Quindim - Um doce rinoceronte.
Cuca - Uma bruxa que vive infernizando os protagonistas do Sítio.
Saci - O famoso personagem do folclore brasileiro, que acaba se tornando amigo
de Pedrinho.
Personagens que só aparecem ou são citados em um ou mais livros
Príncipe Escamado - Príncipe Escamado, é o peixe rei do Reino das Águas Claras,
casado com Narizinho, aparecendo mais em Reinações de Narizinho.
Cléo - Menina locutora de rádio que visita o sítio em As Caçadas de
Pedrinho.
Zé da Luz - Garoto briguento citado por Pedrinho em História do Mundo para as
Crianças
Detetive X B2 - Detetive vindo do Rio de Janeiro para o sítio quando souberam
que o rinoceronte fugido do circo estava por lá em As Caçadas de
Pedrinho.
Fritz Müller - Alemão dono do circo de Quindim em As Caçadas de Pedrinho.
Flor das Alturas - Anjinho de asa quebrada que Emília encontrou no cometa
Halley em Viagem ao Céu, e voltou para o céu em Memórias da Emília
Rã - Rãzinha da Silva, amiga de Emília do Rio de Janeiro que vem ao sítio para
ajudar Emília na reforma da natureza.
Dr. Zamenhof - Sábio europeu que aparece no sítio para capturar os insetos
gigantes em A reforma da natureza
Mr. Kalamazoo - Perfurador vindo dos Estados Unidos para perfurar o poço de
petróleo no sítio em O Poço do Visconde.
Mr. Champignon - Químico-geólogo descrito como "parecido com Clark
Gable", que vem ao sítio para ajudar a abrir o poço de petróleo em O poço
do Visconde.
Adaptações para a televisão
Tupi
A primeira adaptação para a televisão foi exibida de 3 de junho de 1952 a 1962,
na TV Tupi, ao vivo, no programa Teatro Escola de São Paulo, criado por Júlio
Gouveia e Tatiana Belinky. A história escolhida para inaugurar o programa foi A
Pílula Falante, um dos capítulos do livro Reinações de Narizinho. O programa
ficou no ar por dez anos e foi um grande sucesso da emissora, chamando a
atenção de anunciantes e se transformando no primeiro programa da TV a utilizar
a técnica de propaganda. A série não tinha intervalo comercial e os produtos
como biotônicos e vitaminas eram inseridos durante a história.
Cada episódio tinha a duração de 45 minutos e começava mostrando Júlio Gouveia
abrindo um livro para contar uma história e terminava com ele fechando o mesmo
livro. A série terminou em 1962, com 360 episódios apresentados.
No elenco, Lúcia Lambertini vivia Emília, Antonio Silvio Lefèvre, Sérgio
Rosemberg, Julinho Simões e depois David José foram o Pedrinho, Lidia Rozenberg
e depois Edy Cerri deram vida a Narizinho, Rubens Molino era o Visconde de
Sabugosa, Sydneia Rossi a Dona Benta e Benedita Rodrigues a Tia Nastácia.
Em setembro de 1957 a série estreou na TV Tupi do Rio de Janeiro, dirigida por
Mauricio Sherman. Lúcia Lambertini vivia a Emilia lá também, e no elenco André
José Adler e depois Paulo Benchimol era Pedrinho, Leny Vieira era Narizinho.
Completando: Iná Malaguti (Dona Benta), Zeni Pereira (Tia Nastácia), Elísio de
Albuquerque (Visconde) e Daniel Filho (Dr. Caramujo).
Cultura
Em 1964, a atriz e diretora Lúcia Lambertini trouxe a série para a TV Cultura
de São Paulo. Ela foi produzida durante seis meses mas não repetiu o sucesso
alcançado na TV Tupi. No elenco os mesmos atores da versão da TV Tupi viviam
Emília, Narizinho e Pedrinho. Já o Visconde era interpretado por Roberto
Orosco, Dona Benta por Leonor Pacheco e Tia Nastácia por Isaura Bruno.
Bandeirantes
Em 12 de dezembro de 1967, Júlio Gouveia e Tatiana Belinky traziam o Sítio de
volta à TV, agora pela TV Bandeirantes e com o patrocínio do Bolo Pullman. A
série ganhava o cenário de um sítio de verdade e ganhava um tema de abertura
assinado por Salatiel Coelho, além de usar o recurso do vídeo-tape. Cada
episódio tinha 30 minutos e a série ficou no ar por dois anos, até 1969. Os
atores começaram a ser substituídos por outros no decorrer do seriado e Zodja
Pereira assumiu a Emília, Silvinha Lanes a Narizinho e Ewerton de Castro o
Visconde de Sabugosa.
Globo
1977
Ver artigo principal: Sítio do Picapau Amarelo (série de 1977)
A adaptação mais conhecida e exportada para o mundo todo foi a da Rede Globo,
de 7 de março de 1977 a 31 de janeiro de 1986, sobretudo para países de língua
portuguesa. Os bonecos eram todos brasileiros criados por Rui de Oliveira e
Marie Louise Neri. A trilha sonora foi dirigida por Dori Caymmi e era formada
por temas essencialmente nacionais, ressaltando a mitologia e o folclore.
Destaca-se a música tema da abertura composta por Gilberto Gil, "Sítio do
Picapau Amarelo".
Barra de Guaratiba fora o local escolhido para a locação fixa da série
infanto-juvenil da TV GLOBO "Sítio do Pica-Pau Amarelo" de 1977 a 1986.
Um sítio, com casa, curral e jardins de Burle Marx, foi construído
especialmente para o programa na Estrada Burle Marx (antiga estrada de Barra de
Guaratiba). Lá eram gravadas as cenas externas e também quase todas as internas
(sala e cozinha da casa de Dona Benta) do seriado. As outras gravações
(biblioteca, quartos, gruta da Cuca, Reino das Águas Claras etc.) eram gravadas
nos estúdios da Cinédia. Hoje, infelizmente, o local encontra-se abandonado e
em estado de quase total destruição. O telhado da casa principal está
desabando, existe sinais de vandalismo por toda parte e tudo está envolto de
muito mato.
Nesta versão, os personagens ficaram imortalizados pela interpretação dos
atores. O elenco principal no primeiro ano do programa era composto por Zilka
Salaberry (Dona Benta), Dirce Migliaccio (Emília), Jacyra Sampaio (Tia
Nastácia), Rosana Garcia (Narizinho), Júlio César Vieira (Pedrinho), André
Valli (Visconde de Sabugosa), Samuel Santos (Tio Barnabé), Dorinha Duval
(Cuca), Romeu Evaristo (Saci), Ary Coslov (Jabuti), Germano Filho (Elias
Turco), Jaime Barcellos (Coronel Teodorico), Tonico Pereira (Zé Carneiro),
Canarinho (Malazarte ou Garnizé) entre outros.
No tempo em que esteve no ar o programa sofreu algumas modificações no elenco.
Eis as principais:
A atriz Reny de Oliveira substituiu Dirce Migliaccio em janeiro de 1978 e ficou
no seriado até dezembro de 1982. Ainda em 1978, a atriz Stela Freitas passou a
interpretar a Cuca no lugar de Dorinha Duval e Francisco Nagen passou a viver o
Elias Turco no lugar de Germano Filho.
Em 1980 Rosana Garcia e Júlio César também deixaram o programa. Motivo: estavam
crescidos demais para intepretarem Narizinho e Pedrinho. Para ocupar seus
lugares foram escolhidos entre milhares de candidatos Daniele Rodrigues (que
teve seu nome alterado para Daniela na abertura do programa) e Marcelo Patelli
(cujo nome foi alterado para Marcelo José). O novo casal também seria trocado
anos mais tarde.
Uma outra mudança ocorrida na mesma época da primeira troca de crianças foi a
da atriz que interpretava a Cuca. No lugar de Stela Freitas entrou a atriz
Catarina Abdalla que foi a Cuca de 1981 até o final do programa.
O Sítio também teve personagens inesquecíveis que não faziam parte do elenco
fixo. Eis alguns deles:
Gabriela Alves - Anjinho da Asa Quebrada
Zezé Macedo - Dona Carochinha
Dário Reis - Capitão Gancho
Mírian Rios - Branca de Neve
Mário Cardoso - Principe da Branca de Neve (1978), da Rapunzel (1981) e a Fera
de A Bela e a Fera (1982)
Lúcia Alves - Ariadne
Gracindo Júnior - Teseu
Lucinha Lins - Rapunzel
Bia Lessa - Cuquinha, Dona Benta transformada em adolescente e Ordélia.
Maitê Proença - Bela
Cláudio Correia e Castro - Sr. Gepeto
Daniel Filho - Tom Mix
Cininha de Paula - tia da Bela Adormecida e Morfélia (irmã da Ordélia)
José de Abreu Barba Azul
Cultura
1995
A Tv Cultura reprisou as temporadas do Sitio da TVE (1977 e 1978) de fevereiro
de 1995 a outubro de 1996, sob o patrocínio da Maggi. Com o fim do patrocínio,
a segunda temporada não chegou a ser inteiramente transmitida pela
emissora.
2001
Ver artigo principal: Sítio do Picapau Amarelo (série de 2001)
Em julho de 2000, a Rede Globo assinou um contrato de 10 anos com os herdeiros
de Monteiro Lobato, para produzir uma nova adaptação para a televisão, das
histórias do Sítio do Picapau Amarelo, e no dia 12 de outubro de 2001, passou a
exibi-la. O programa começou sendo exibido dentro da TV Globinho, mas depois
ganhou seu próprio horário na grade de programação da Globo. A primeira temporada,
durou do final de 2001 até o ano de 2002, contando as histórias de Monteiro
Lobato, depois naquele mesmo ano, após as histórias dos livros terem acabado,
iniciou-se outra fase do programa, com novas histórias feitas para a televisão.
Igual a primeira versão da Rede Globo em 1977, o Sítio de 2001 também teve
histórias criadas somente para a TV, além das criadas por Monteiro Lobato. Mas,
no caso da versão 2001, as tramas dos livros de Lobato acabaram mais depressa,
pois, na primeira temporada as histórias eram contadas em um ritmo mais rápido,
e cada livro durava uma semana para ser contado (ou duas no episódio "A
Festa do Faz de Conta", e quatro semanas em Os Doze Trabalhos de
Hércules). Já na versão dos anos 70, as histórias demoravam mais tempo sendo
adaptadas para TV, com alguns textos tirados dos livros e outros criados para a
televisão, e duravam normalmente um mês.
Nesta versão, a boneca Emília, foi interpretada por uma criança, a atriz mirim
Isabelle Drummond. O que poucos sabem é que apesar de Isabelle ter sido a
primeira "atriz criança" a interpretar a boneca Emília em uma série
de TV, anteriormente em uma adaptação de cinema, também houve uma pequena
menina chamada Olga Maria, que interpretou a Emília em um filme em preto e
branco de 1951, intitulado O Saci (filme), dirigido por Rodolfo Nanni, e
baseado no livro "O Saci" de Monteiro Lobato. Com exceção do filme
"O Saci", e da versão dos anos 2000, a boneca Emília havia sido
interpretada por atrizes adultas, nas outras quatro versões para a TV. Inclusive
a versão de 2001, tem vários elementos parecidos com o filme de 1951, a começar
pelo fato da Emília ser interpretada por uma criança, e ser menor do que a
Narizinho; outro fato em comum entre os dois, são cenas da nova versão do Sítio
que parecem ter sido idéias reaproveitadas do filme do Saci, por exemplo, a
cena onde a menina Olga Maria fica pendurada no varal, secando após ter caído
no riacho, no episódio "O Saci" de 2001 acontece o mesmo com Isabelle
Drummond. Há também uma cena, onde o Saci Pererê, encontra um fio de cabelo
preso no pente da sereia Iara, cena que era originalmente do filme de 1951, e
foi reaproveitada e refilmada para a série de 2001 (pois na história original
do livro, o Saci pulava na cabeça da Iara, e arrancava o fio de cabelo para
levar para a Cuca).
Com a nova versão do Sítio, alguns elementos dos livros de Lobato puderam ser
trazidos de volta para a TV, um deles foi o "Pó de Pirlimpimpim", que
na versão anterior de 1977, havia sido transformado em um tipo de "palavra
mágica" para evitar comparações com a cocaína; deste modo, os moradores do
Sítio apenas gritavam: "Pirlim Pim Pim" para viajarem de um lugar
para outro. Nos livros de Monteiro Lobato, o Pó de Pirlimpimpim era aspirado
com o nariz pelos personagens; já na versão de 2001 ele passou a ser um pó
jogado em cima das cabeças dos personagens, mais parecido como o "Pó
Mágico" da Sininho, da história "Peter Pan" de J.M. Barrie.
Outra coisa que havia sido censurada na versão dos anos 70, e foi trazida de
volta na nova versão, é o costume que Emília tem de inventar suas próprias
palavras. A censura da década de 70, não permitia que a Emília da TV alterasse
ou falasse palavras da gramática a seu próprio modo, como:
"Bissurdo", "Arimética", ou "Obóvio".
Nos primeiros episódios de 2001, eram usados efeitos especiais de Chroma Key
para que o Visconde de Sabugosa, parecesse ter mesmo o tamanho de um sabugo de
milho. Mas no final de 2002, essa técnica foi deixada de lado, porque no
programa, o Visconde fica do tamanho de uma pessoa normal após uma lata de
fermento cair em cima dele. Durante os anos de 2001 até 2004 Visconde era
interpretado pelo ator Cândido Damm, que nesta versão do Sítio deu um padrão de
voz "bem grossa" ao personagem, padrão que seria seguido também pelos
outros dois atores que interpretariam o Visconde nas temporadas seguintes,
Aramis Trindade em 2005 e 2006, e Kiko Mascarenhas em 2007. A diferença entre a
voz dos três atores era que o Visconde de Cândido Damm tinha o sotaque carioca,
enquanto o Visconde de Aramis Trindade falava com um forte sotaque paulista, o
terceiro interpréte, Kiko Mascarenhas, também tentou manter o sotaque paulista
que Aramis Trindade fazia para o personagem. Uma coisa na série de 2001,
diferente das outras versões de TV, é que a personagem Tia Nastácia agora era
vivida por uma atriz mais magra, Dulcilene Moraes (conhecida como Dhu Moraes).
Mas, algumas temporadas depois, a produção pediu que Dhu Moraes engordasse um
pouco, e usasse um pouco de enchimento no vestido, pois a personagem "Nastácia"
era mais conhecida popularmente sendo gorda, tanto em outras adaptações para
TV, quanto nas ilustrações dos livros. O curioso é que a "Tia
Nastácia" do livro era inspirada em uma mulher magra, chamada
"Anastácia", que realmente existiu e trabalhava na casa de Monteiro
Lobato, como cozinheira e babá dos filhos dele. Ela é descrita como uma negra
alta, magra, de canelas e punhos finos. Quando vivo, Monteiro Lobato contou ao
jornalista Silveira Peixoto em uma entrevista, que se inspirou nela para criar a
personagem de seus livros.
A fantasia da "Cuca", teve quatro fases desde 2001 até 2007, na
primeira a personagem era bem magra e tinha o cabelo todo penteado, e usava um
vestido vermelho com uma capa que lembravam a roupa da madrasta da Branca de
Neve; na segunda fantasia em 2003, a Cuca ficou mais gorda, com cabelos soltos
e mais compridos, e uma nova roupagem amarela e verde. A terceira mudança
ocorreu no ano de 2005, deixando-a mais feia e horripilante, e ganhando uma
forma mais parecida com a Cuca do Sítio dos anos 70 (com exceção do fato de que
a Cuca de 1977 possuía listras coloridas na barriga, e pequenos olhos
vermelhos); a terceira Cuca é considerada a melhor das quatro versões, era
feita de um material de borracha, que a deixava mais realista e assustadora. A
fantasia de 2005 se tornou mais elaborada do que as anteriores, a Cuca ganhou
olhos amarelos com pupilas e veias vermelhas; e um focinho mais comprido, com
muitos dentes pontudos; ganhou também um "barrigão" listrado, e pés
com unhas afiadas, além de uma longa cabeleira loira. (Nota: A fantasia da Cuca
de 2005 era tão parecida com a da versão de 1977, que em 2008, quando foram
lançados DVDs do "Sítio dos anos 70", foi usada por engano, uma foto
da Cuca de 2005 no menu do DVD junto com as fotos dos atores da antiga versão
de 1977.) A quarta e última mudança da Cuca aconteceu em 2007, diferente de
todas as adaptações televisivas que já haviam sido feitas com a personagem, a
Cuca dessa vez não era mais um boneco de jacaré com cabelo loiro, mas sim a
atriz Solange Couto com maquiagem no rosto e dentes pontiagudos, usando um
macacão verde. No ano de 2008 aconteceu algo um tanto curioso, algumas partes
das fantasias da Cuca de 2001 e 2005 foram reaproveitadas na peça teatral
"Sítio do Picapau Amarelo - O Musical", dirigida por Roberto Talma,
que também havia sido o diretor da primeira temporada do Sítio em 2001. Na
peça, a cabeça e o rosto da Cuca de 2005 foram usados junto com o corpo e
vestido vermelho da Cuca de 2001, misturando as duas Cucas em uma só.
Futura
2008
Em 2008 o Canal Futura resolveu reprisar a fase de 2001 do Sítio. O canal
também exibiu um especial de Natal no canal em dezembro. Até hoje, o Canal
Futura já está exibindo a fase de 2001 do sítio do picapau amarelo,com a
terceira reprise no momento.
2011
Ver artigo principal: Sítio do Picapau Amarelo (série animada)
A Rede Globo anunciou que estava produzindo em parceria com a produtora Mixer
uma nova versão do Sítio do Picapau Amarelo totalmente animada. Já estão
confirmados 26 episódios com 11 minutos cada para a primeira temporada da
série, com lançamento previsto para meados de 2012. [1]
2012
A Rede Globo anunciou uma segunda temporada da versão do Sítio do Picapau
Amarelo (série animada) esta temporada pode iniciar em janeiro de 2013
Sítio internacional
A obra de Monteiro Lobato foi exportada para outros países: Argentina, Itália,
e Rússia, entre outros. Na Itália foi lançado em 1944 o livro Nasino mas, na
Argentina, foram lançadas todas suas obras:
Travesuras de Naricita
Las Viejas Fabulas
Aventuras de Hans Staden
Peter Pan, el Niño Que no Quiso Crecer
Viaje al Cielo
El Genio del Bosque
Historia del Mundo para los Niños
Las Cacerías de Perucho
Nuevas Travesuras de Naricita
El País de la Gramatica
La Aritmética de Emilia
Geografia para los Niños
Historia de las Invenciones
El Quijote de los Niños
Memorias de Emilia
El Pozo del Visconde
Las Lecciones de Doña Benita
Cuentos de Tia Anastacia
El Benteveo Amarillo
El Minotauro
La Reforma de la Naturaleza
La Llave del Tamaño
Las Doce Hazañas de Hercules
Referências
?
http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2011/12/sitio-do-picapau-amarelo
Antes de Monteiro Lobato os livros eram impressos em Portugal. Com ele inicia-se o movimento editorial brasileiro.
Em 1921 dedicou-se a literatura infantil e em 1943 funda a Editora Brasiliense para publicar suas obras completas. Lança O Sítio do Pica Pau amarelo e seus personagens. Através da Emília, uma boneca de pano, diz tudo o que pensa. Na figura de Visconde de Sabugosa critica o sábio que só acredita nos livros já escritos. Dona Benta é o personagem adulto que aceita a imaginação das crianças admitindo as novidades que vão modificando o mundo. Tia Anastácia é o adulto que vê no que é desconhecido o mal. Narizinho e Pedrinho são as acrianças de ontem, hoje e amanhã. Monteiro Lobato viverá sempre enquanto a palavra de Emília estiver presente.
Biografia do escritor Monteiro Lobato
Nasceu em Taubaté -SP em 18/04/1882. Adorava os livros de seu avô materno, o Visconde de Tremembé.
Aos 15 anos perde seu pai (José Bento Marcondes Lobato), aos 16 anos a mãe (Olímpia Augusta Monteiro Lobato)
No colégio funda vários jornais escrevendo sob pseudônimo. Aos 18 anos entra para a Faculdade de Direito. Anticonvencioal dizia o que pensava agradasse ou não. Diploma-se em Direito em 1904 e em 1907 é nomeado promotor em Areias casando-se no ano seguinte com Maria Pureza da Natividade com quem teve os filhos Edgar, Guilherme, Marta e Rute.
Em 1911 morre seu avô, o Visconde de Tremembé. e dele herda a fazenda Buquira passando a fazendeiro. Lá escreve Jeca Tatu, símbolo nacional. Compra a revista do Brasil e começa a editar seus livros para adultos iniciando com Urupês. Vende a fazenda em 1917 e vai morar em São Paulo.
Em 1931 volta dos Estados Unidos pregando a exploração do ferro e do petróleo. Foi perseguido, preso e criticado porque teimava em dizer que no Brasil havia petróleo e que era preciso explorá-lo para dar ao povo um padrão de vida à altura de suas necessidades. Desgostoso dos adultos que o perseguem dedicou-se a literatura infantil.
Museu Monteiro Lobato
http://tvbrasil.ebc.com.br/conhecendomuseus/episodio/museu-monteiro-lobato
Museu Monteiro Lobato
https://www.youtube.com/watch?v=v9oevt5QAdg
Marisa Lajolo fala sobre a obra de Monteiro Lobato
https://www.youtube.com/watch?v=aKAUuOTQ3Vs